Viabilidade econômica

e valor compartilhado

Ao fim de 2017, a companhia relacionava-se com 49 instituições financeiras que lhe aportam recursos na forma de empréstimos e prestação de serviços financeiros, entre públicas e privadas, brasileiras e estrangeiras. As exigências impostas por essas instituições, incluindo uma série de compromissos legais, fiscais, trabalhistas, sociais e ambientais, entre outros, já estão integradas à prática regular da AMAGGI.

Embora 2017 tenha se mantido como um ano desafiador quanto ao acesso a crédito para as empresas brasileiras, a AMAGGI foi bem-sucedida nessa área, um resultado de suas boas práticas e metas de sustentabilidade e da reputação construída junto ao mercado desde sua criação.

A companhia tomou mais de US$ 1,4 bilhão, e liquidou outros US$ 1,4 bilhão em empréstimos de capital de giro em uma carteira de financiamento que chegou ao final do ano com saldo de US$ 1,94 bilhão (incluindo-se capital de giro e financiamento para ativo imobilizado).

O ano de 2017 também foi de intensificação do ambiente competitivo, uma vez que diversos concorrentes optaram, como a AMAGGI, por investir em ativos logísticos, o que trouxe desafios adicionais à companhia, com uma estrutura de custos enxuta e eficiente. Assim, seu trabalho junto às instituições financeiras buscou principalmente defender condições de custos adequadas das linhas de financiamento disponibilizadas. Além disso, foram empreendidos esforços de revisão de processos e reestruturação de pessoal, de modo a otimizar os custos corporativos e ganhar eficiência.

Nesse sentido, teve destaque em 2017 a criação da área de Seguros Corporativos, que trouxe grande incremento ao profissionalismo da gestão dos riscos operacionais que tocam a companhia. Ela foi responsável por melhorar e otimizar os processos relativos à contratação e à gestão das apólices de seguros de todas as empresas da AMAGGI.

Outro destaque do último ano em termos de geração de valor e eficiência de processos foi o amadurecimento do Centro de Serviços Compartilhados (CSC)11. A área de CSC teve duas grandes estruturações em 2017, sendo no 1º semestre a incorporação da área fiscal e, no 2º semestre, o início dos processos da área financeira, trazendo maior eficiência e confiabilidade a processos administrativos, financeiros e fiscais, além de boas oportunidades de otimização de custos.

Diversas outras iniciativas com esse mesmo sentido foram realizadas pela AMAGGI em 2017, como a melhoria e a automatização dos controles dos covenants12 e obrigações não financeiras dos contratos financeiros da companhia; a modernização do sistema de avaliação e aprovação de crédito a fornecedores e clientes, com a incorporação de índices e ferramentas que tornaram o processo mais ágil; e a sistematização do cálculo das marcações a mercado dos contratos de compra e venda de grãos, permitindo calcular seu valor a qualquer momento.

Essas iniciativas são reconhecidas pelos stakeholders como práticas de melhoria contínua nos processos administrativos e de negócios da AMAGGI – um reconhecimento capturado pela empresa sob a forma de modalidades de operações e contratos melhores e mais baratos.

11 – Instrumento de gestão que permite racionalizar processos, trazendo velocidade às operações e ganhos de competitividade. Consiste na centralização das funções de apoio das unidades de negócios (como finanças, controladoria, recursos humanos, suprimentos, administração e sistemas) em um escritório de serviços que passa a processar todas as atividades de apoio, liberando as unidades de negócios para focar em seu core business.

12 – Itens dos contratos dos empréstimos e financiamentos criados para proteger o interesse do credor. Eles estabelecem condições que não podem ser descumpridas, ou o credor pode exigir o vencimento antecipado da dívida.

Na área financeira, nosso principal desafio é sempre garantir que a AMAGGI tenha acesso aos recursos bancários, pois é da natureza do nosso negócio ter a maior parte da estrutura de capital apoiada nessas fontes. Em 2017, os bancos estiveram bastante voltados para as questões de compliance, inclusive trazendo questionamentos relacionados ao cenário político, tendo em vista o fato de a AMAGGI contar com uma pessoa entre seus acionistas que se dedica à carreira pública. Então nos empenhamos em mostrar, com muita tranquilidade, o profissionalismo de nossa empresa e a transparência utilizada nas relações com todos os nossos stakeholders, incluindo os governamentais, deixando claro que possuímos instrumentos de governança para garantir altos padrões financeiros e éticos”.

Dante Pozzi – Diretor Administrativo e Financeiro

dante
VALOR ECONÔMICO DIRETO GERADO E DISTRIBUÍDO
2015
2016
2017
Valor econômico direto gerado – receitas (em milhares de Reais) R$ 13.597.426,00 R$ 12.303.986.611,62 R$ 14.500.525.133,23
Valor econômico distribuído R$ 1.842.420.893,78 R$ 2.287.321.902,90 R$ 2.111.705.171,72
Acionistas (remuneração de capital próprio) 2,15% 6,25% 3,54%
Colaboradores (remuneração, benefícios, encargos para empregados) 20,86% 20,26% 22,36%
Governo (impostos, taxas, contribuições) 26,87% 33,65% 17,29%
Lucro retido/prejuízo do exercício 10,71% 7,43% 21,77%
Juros e aluguéis (remuneração de capital de terceiros) 39,41% 32,11% 34,83%
Investimentos na comunidade 0,30%* 0,21%
Total 100% 100% 100%
Valor econômico retido (R$) (“valor econômico direto gerado” menos “valor econômico distribuído”)** R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00

* A partir de 2016, a AMAGGI passou a reportar a porcentagem destinada à Fundação André e Lucia Maggi, portanto outros investimentos realizados diretamente pelas áreas de negócio não estão incluídos aqui.

** A AMAGGI entende que todo o valor gerado foi distribuído, mesmo que parte do resultado do período tenha sido destinada à reserva de lucros para possível distribuição em períodos subsequentes. Valores alocados para lucro retido/prejuízo do exercício: 2017 – R$ 459.744.067,89; 2016 – R$ 169.888.585,18; 2015 – R$ 167.889.000,00.