Governança

corporativa

Implantado em 2011, o modelo de governança da AMAGGI está em processo permanente de aprimoramento, por meio da formação dos conselheiros pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e do trabalho contínuo de seus respectivos comitês. Ele conta com uma Matriz de Responsabilidades que define claramente as alçadas financeiras e não financeiras do Conselho de Administração e seus respectivos conselheiros, bem como da Diretoria Executiva.

Essa estrutura tem oportunizado alinhamento de expectativas e acordos sobre o modelo de gestão necessário para o presente e o futuro da AMAGGI, com um processo de decisão mais simples e a convergência de interesses entre Conselho de Administração, presidente e diretores, pois a transparência e a rigorosa prestação de contas, dentro da organização e para o mercado, são valores cultivados e atributos culturais da companhia.

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    Aroeira – modelo de gestão

    Hoje consolidado, o projeto Aroeira, criado em 2011, constitui o próprio modelo de gestão da AMAGGI. Ele garante as melhores decisões na formulação e execução bem-sucedida da estratégia da companhia, e a perenidade para as próximas gerações. Seu plano de negócios é elaborado de forma participativa e tem ações definidas até 2025.

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    Programa de Sucessão

    O cuidado com a sucessão faz parte da agenda de governança da AMAGGI, que conta com um mapeamento integral do perfil e potencial de sua liderança, por meio da Escola de Líderes. Por meio da ferramenta Nine Box10, calibrada pelo Comitê de Gente, a companhia busca apoiar o desenvolvimento individual e a maximização do potencial individual na preparação para futuras oportunidades internas. Atualmente, 100% das oportunidades para posições na Diretoria Executiva da AMAGGI e 95% daquelas em posições de liderança são preenchidas internamente.

    Em 2017, a AMAGGI concluiu o processo de transição na posição de presidente da companhia, que foi assumida por um talento interno. Todas as oportunidades surgidas em decorrência dessa movimentação também foram preenchidas com talentos internos.

    10 - A matriz de desempenho e potencial conhecida como Nine Box é uma ferramenta simples e eficaz, utilizada para avaliar o talento nas organizações. Sua função é avaliar os indivíduos em duas dimensões: desempenho e competências.

Estrutura organizacional

A AMAGGI conta com um Conselho de Administração nomeado pelos acionistas, a quem se reportam o presidente executivo e seus diretores – diretor-geral da AMAGGI Commodities, diretor-geral da AMAGGI Energia, diretor-geral da AMAGGI Agro, diretor Administrativo e Financeiro, diretor de Relações Institucionais, diretor Jurídico, diretora de Sustentabilidade e Comunicação e Compliance, diretor de Logística e Operações, diretor de Gente e diretor de Originação.

Além dessa estrutura, existem comitês formados por integrantes do Conselho e da Diretoria a fim de exercer uma gestão voltada a aspectos específicos:

  • Comitê Central de Saúde e Segurança Ocupacional;
  • Comitê de Ética e Conduta;
  • Comitê Tributário;
  • Comitê de Governança Tributária;
  • Comitê Tributário Fiscal;
  • Comitê de Auditoria Interna;
  • Comitê de Gente;
  • Comitê de Gestão de Risco;
  • Comitê Estratégico.

Em 2017, a AMAGGI optou por não retomar uma estrutura de Comitê de Sustentabilidade, inserindo as questões relacionadas a esse tema de forma transversal em todos os outros comitês da companhia.

A gestão de riscos da AMAGGI fundamenta-se na Política de Gestão de Riscos Corporativos, lançada em 2015, e atua de forma a mitigar riscos financeiros, estratégicos, operacionais e regulamentares. Além de apresentar as diretrizes de gestão de riscos da empresa, o documento também define as ferramentas permitidas para realizar a mitigação de riscos de exposição comercial e financeira.

A companhia adota alguns princípios que norteiam sua gestão de risco, sendo o primeiro deles o de que essa gestão constitui um processo, e não um evento isolado, portanto deve envolver todas as áreas da companhia. Os outros são os de que sua implantação deve ser liderada pelo Conselho de Administração, pelo presidente e pela Diretoria de cada área de negócio, além de requerer a difusão da cultura de conhecimento e de mitigação dos riscos, com a participação rotineira do conjunto dos colaboradores.

Os riscos estratégicos são sempre acompanhados diretamente pelos diretores, em temas distintos como governança corporativa, modelo de negócio, ambiente externo, financiamento e regulamentações. Já os riscos operacionais são normalmente acompanhados pelos gestores de área, podendo ter o acompanhamento de um dos diretores caso seja considerado de maior potencial. Em 2017, o Conselho de Administração e a Diretoria da AMAGGI reuniram-se para tratar de riscos corporativos.

O processo de gestão de riscos passa por algumas etapas, como avaliação e mensuração dos fatores de risco; análise preliminar dos fatores de riscos e avaliação de alternativas de mitigação; execução das alternativas de mitigação; comunicação das estratégias executadas; e, por fim, controle e monitoramento das ações. Esse processo é conduzido pelo Comitê de Gestão de Risco, que avalia o cumprimento integral da Política de Gestão de Risco Corporativo e propõe alternativas aplicáveis. O comitê também tem o poder de vetar propostas de operações que, sob sua ótica, não sejam adequadas à companhia.

A AMAGGI conta ainda com outros comitês corporativos encarregados da gestão preventiva, conforme já apresentado. Uma de suas atribuições é identificar e mensurar, regularmente, os principais riscos financeiros, ambientais e sociais aos quais a companhia está exposta, além de definir medidas e procedimentos de prevenção e mitigação. Em 2017, a companhia realizou algumas ações junto aos colaboradores para difundir a cultura do conhecimento e a mitigação dos riscos, como os workshops sobre gerenciamento de riscos com áreas que lidam cotidianamente com essa necessidade.

No último ano a AMAGGI também iniciou, por meio da área de Controles Internos, um processo voltado para sua gestão de compliance, definindo um procedimento de mapeamento de processos das áreas e riscos associados, além de estabelecer uma ferramenta que uniformiza esse processo para que cada área possa gerenciar os riscos referentes ao seu escopo. Alinhado a essa normalização de conceitos e ferramentas de controles internos, houve o lançamento da Política Socioambiental, integrando aspectos sociais (conforme NBR 16.001:2012) e ambientais (conforme atualização da ISO 14.001:2015).

Foram priorizadas ações para a implementação da Política Socioambiental, como a revisão da identificação e classificação de significância de aspectos e impactos ambientais, contemplando também aspectos sociais, e o mapeamento de impactos, riscos e oportunidades por meio de consulta a partes interessadas internas e externas. Essas ações deram suporte à estratégia da AMAGGI de tratar os impactos negativos, positivos, e os riscos locais pelas filiais, enquanto os impactos conjuntos das filiais, bem como os riscos e oportunidades estratégicos ligados à viabilidade do negócio são tratados pela gestão corporativa de riscos socioambientais.

Os critérios e procedimentos para a implementação dessa estratégia estão em andamento, com previsão de iniciarem sua vigência em 2018.

Programa de Compliance

Em 2017, foram desenhados tanto o Programa de Compliance, como a Política de Integridade. Esta, aprovada no final de 2017 e com lançamento previsto para janeiro de 2018, engloba temas como prevenção à corrupção; estrutura e responsabilidade da área de Compliance, com a criação da Diretoria de Sustentabilidade, Comunicação e Compliance; relacionamento com entidades governamentais; contratação de colaboradores; presentes e hospitalidades; transparência dos registros contábeis; reestruturação da política de doação e patrocínio; e política de fornecedores.

Em 2017 a AMAGGI não realizou treinamentos sobre o Programa de Compliance, mas realizará esse treinamento para todos os colaboradores em 2018.

Em 2006, AMAGGI desenvolveu seu Código de Ética e Conduta, definindo e disseminando com clareza, desde então, os princípios éticos perseguidos pela companhia. Ele orienta todos aqueles que atuam em nome da AMAGGI quanto às expectativas de comportamento a ser seguido na condução dos negócios, das atividades e responsabilidades diárias, e na relação com as partes interessadas.

Em 2017, o Código de Ética e Conduta foi atualizado e chegou a sua quarta edição, após as revisões já realizadas em 2009 e 2013. A edição atualizada, mais completa e com versões em inglês e espanhol, além do português, incorporou sugestões de melhorias apresentadas pelos colaboradores.

A elaboração e a gestão do documento são de responsabilidade do Comitê de Ética e Conduta da AMAGGI, composto por gestores da companhia. O Código é formalmente apresentado e entregue aos novos colaboradores em seu primeiro dia de trabalho, durante o processo de integração, além de estar permanentemente disponível na Intranet e no website da empresa, com acesso disponível a todas as partes interessadas.

Desde 2016 a AMAGGI mantém um Canal de Denúncia terceirizado para acolher relatos de inconformidades em relação a seu Código de Ética e Conduta ou outras políticas e regulamentos da companhia. Em 2017, ele foi atualizado, passando a contar com um atendimento internacional, em inglês e espanhol, além do português, e números de discagem específicos para cada país onde a AMAGGI possui escritório.

No último ano, o Canal de Denúncia registrou um recorde de denúncias e reclamações, com um total de 300 relatos recebidos. Esse aumento considerável é resultado de duas iniciativas realizadas em 2017: a terceirização do atendimento, que trouxe mais transparência ao processo e mais segurança às pessoas que desejem fazer as denúncias sem se identificar, e uma grande campanha de divulgação do canal, voltada principalmente para os caminhoneiros e colaboradores da empresa. Para 2018, a AMAGGI irá ampliar essa campanha para as comunidades do entorno e outros stakeholders das regiões onde a empresa está presente. Dos 300 relatos recebidos no último ano, 290 foram finalizados até dezembro de 2017, e 10 estão sendo apurados.