Gestão da cadeia

de fornecedores

A AMAGGI procura sempre contribuir para o desenvolvimento das regiões onde atua, mantendo uma prática de compras que prioriza a contratação de fornecedores locais e regionais, além de incentivar a adequação de seus fornecedores, por meio de requisitos contratuais e iniciativas de apoio.

A gestão de todos os fornecedores de suprimentos da companhia baseia-se em normas e procedimentos internos aprovados pela Diretoria Executiva. Todos os contratos de fornecimento contam com cláusulas específicas de respeito aos direitos humanos, como a não exploração de trabalho infantil, degradante ou em condição análoga ao escravo, além de uma cláusula específica anticorrupção. Eles incluem ainda cláusulas sobre obrigações trabalhistas e previdenciárias, que preservem a saúde e a segurança do profissional, como uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e treinamentos e práticas de conscientização sobre esses temas.

Atualmente, o maior risco de ocorrências dessa natureza está em Mato Grosso, onde se localiza a maior parte das unidades da companhia.

Em 2017, a AMAGGI planejou a implantação, prevista para 2018, de um portal na web especialmente para os fornecedores. A ferramenta dotará a área de suprimentos de um canal direto de comunicação com os fornecedores. No portal será possível manter atualizados os cadastros dos fornecedores no banco de dados da companhia, e também será prestado auxílio no esclarecimento de possíveis dúvidas junto a outros potenciais fornecedores.

Mapeamento da cadeia de fornecedores

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    ORIGINAÇÃO – Produtores Rurais

    Na cadeia de fornecimento da AMAGGI, os produtores rurais – cerca de 4 mil, incluindo compradores de insumos – constituem parceiros estratégicos para os planos de crescimento da companhia. Por isso, a empresa oferece diversas ações de apoio a esse público, fundamentadas em sua Política Socioambiental e em seu Posicionamento Global de Sustentabilidade. Tais iniciativas buscam promover a produção agrícola responsável, contribuir para o desenvolvimento socioambiental das propriedades rurais e melhorar a qualidade de vida das comunidades que vivem nas áreas onde as propriedades se localizam.

    Concretizando ações nesse sentido, o Programa de Gerenciamento da Cadeia Responsável da AMAGGI estabelece critérios de veto que impedem a companhia de comercializar com produtores não alinhados a seus requisitos mínimos, além de prever dois princípios que fomentam a sustentabilidade: o incentivo à agricultura sustentável e o combate ao desmatamento ilegal. Assim, projetos e parcerias de incentivo à produção responsável pelos produtores são firmados anualmente, a fim de promover os Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura, do Pacto Global da ONU, bem como o combate ao desmatamento ilegal.

    Desde a implantação da plataforma ORIGINAR – Originação AMAGGI Responsável, em 2016, a AMAGGI está abastecendo sua base de dados de fornecedores de grãos e treinando gerentes e compradores para sua utilização. Também estão sendo feitas customizações para que o sistema possa atender melhor as necessidades da companhia. A ferramenta é destinada à gestão socioambiental das propriedades rurais cadastradas na base de dados dos fornecedores de grãos da AMAGGI.

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    Fornecedores de Suprimentos

    Em 2017, a AMAGGI contratou 5.560 fornecedores de suprimentos, que são organizados segundo as categorias de produtos e os locais de atuação (local, regional, nacional e internacional), e enquadrados nos seguintes subgrupos:

    • Construtoras de obras civis: empresas contratadas principalmente para a construção e ou reformas de armazéns, pequenas centrais hidrelétricas, fábricas, portos e outras instalações industriais;
    • Estaleiros navais: empresas contratadas para construção ou reparos de embarcações e barcaças;
    • Fornecedores de serviços: empresas contratadas para prestar serviços em geral (transportes, desembaraço aduaneiro, manutenções, limpeza, locações etc.);
    • Fornecedores de equipamentos: empresas que fornecem secadores para armazéns, fornalhas, silos e materiais para embarcação (motor, propulsor, alojamentos, comunicações, cozinha) e para pequenas centrais hidrelétricas (turbinas, motores elétricos etc.), sendo grande parte dos produtos importada;
    • Outros: fornecedores de materiais de papelaria, higiene, limpeza e alimentação.

    Entre as categorias de fornecedores acima, foram firmados contratos com 1.231 deles, todos contendo as cláusulas padrão da AMAGGI com requisitos socioambientais.

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    Fornecedores de Transporte – Logística

    A AMAGGI Commodities tem aproximadamente 2,9 mil contratos para o transporte de milho e soja, com empresas de transporte de todos os tamanhos. A relação da companhia com esses fornecedores é organizada a partir do porte das empresas:

    • Grandes e médias empresas: o relacionamento se dá diretamente com a área de Transportes da Matriz da AMAGGI;
    • Pequenas e microempresas: são contratadas em postos ou escritórios de transportes em Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Confresa, Primavera do Leste, Matupá e Itiquira, em Mato Grosso; Vilhena, em Rondônia; Paranaguá e Maringá, no Paraná; e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
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    Fornecedores Críticos

    A AMAGGI conta com procedimento interno que orienta a classificação de seus parceiros comerciais como social e/ou ambientalmente críticos. Os grupos enquadrados nessa classificação são fornecedores relacionados a:

    • Biomassa e madeira de origem nativa ou exótica;
    • Mudas (viveiros);
    • Grãos e gado;
    • Produtos de origem mineral;
    • Produtos fitossanitários e combustíveis;
    • Construtoras e empreiteiras;
    • Processadores de resíduos;
    • Serviços de análises laboratoriais ambientais.

Para prospectar e avaliar possíveis fornecedores, a AMAGGI conta com sua área de Suprimentos, encarregada de pesquisar potenciais parceiros para o tipo de produto e/ou serviço demandado por cada área, bem como entrar em contato com eles e solicitar toda a documentação necessária para os processos de avaliação. No caso de fornecedores socioambientalmente críticos, a AMAGGI adota critérios que são avaliados em conjunto pelas áreas de Suprimentos e de Sustentabilidade. Os critérios e a descrição da documentação obrigatória solicitada para cada tipo de produto ou serviço prestado estão disponíveis ao público no site da companhia; no caso dos fornecedores de grãos, os critérios de avaliação para aquisição podem ser lidos no capítulo “Promoção da agricultura sustentável na cadeia de grãos”.

A avaliação socioambiental dos fornecedores considerados críticos na cadeia da AMAGGI inclui necessariamente a consulta a listas públicas de embargos do Ibama e do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, e conferência de toda a documentação comprobatória de acordo com as legislações pertinentes.

Em 2017, a companhia registrou uma redução de 30,4%, em relação a 2016, na quantidade de avaliações de fornecedores considerados críticos do ponto de vista socioambiental, e uma redução acumulada de 42,6% em relação a 2015. Parte dessa queda foi motivada pela menor necessidade de compra de biomassa, pois em 2015 a AMAGGI realizou um forte trabalho na identificação de novos fornecedores de biomassa, seguido de grandes compras que geraram estoque para as safras 2015-2016 e 2016/2017, com o objetivo de baixar os custos desse insumo.

No último ano, a área de Suprimentos solicitou a avaliação de 295 fornecedores considerados ambiental ou socialmente críticos (100 fornecedores de tratamento e destinação de resíduos; 169 de fornecimento de biomassa; e 26 relativos a novos projetos). Dentre os avaliados, 29 não foram habilitados, pois não apresentaram toda a documentação comprobatória pertinente ao tipo de atividade desenvolvida – esse número equivale a 10% do total de fornecedores avaliados, o que representa uma redução de 85%, em relação a 2016, do número de fornecedores inabilitados. Além disso, houve o encerramento de contrato com 4 fornecedores: 1 por ausência de documento para renovação contratual; 1 por verificação de condições de trabalho inadequadas durante inspeção de rotina; e 2 por ausência de licença de operação vigente, para processamento de resíduos recicláveis.

Uma das principais dificuldades ainda enfrentadas pela AMAGGI para a contratação de fornecedores que atendam todos os seus quesitos é a não regularização desses potenciais parceiros perante os órgãos ambientais. Em 2017, a AMAGGI realizou a orientação de 33 fornecedores para sua regularização ambiental, e em 2018 a companhia prevê fazer o acompanhamento desse grupo.