Desenvolvimento

das regiões onde atua

PROJETOS SOCIAIS REALIZADOS PELA FUNDAÇÃO ANDRÉ E LUCIA MAGGI

Alinhada ao negócio da AMAGGI, a Fundação André e Lucia Maggi (FALM), instituição sem finalidade econômica, atua em regiões estratégicas onde a companhia está presente. Ela é responsável pela gestão estratégica do Investimento Social Privado da AMAGGI. Em 2017, as ações da Fundação alcançaram 70% de todo o território de atuação da AMAGGI, que abrange 40 municípios.

Os projetos buscam contribuir para o desenvolvimento local, o engajamento das lideranças sociais, a capacitação de instituições sociais e o desenvolvimento de cidadãos por meio da arte-educação.

Potencializa

O projeto Potencializa, criado em 2015, promove o protagonismo e engajamento social comunitário a partir dos ativos e potencialidades locais. Ele é realizado nos municípios mato-grossenses de Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Querência, regiões onde a AMAGGI está presente.

Em 2017, o projeto consolidou as atividades em Campo Novo do Parecis, em seu terceiro ano de atuação na localidade, no município, com a efetivação do Movimento Nossa Campo Novo do Parecis, que visa ao acompanhamento de políticas públicas e à disseminação de informações para a população em geral. Nesse ano, foram realizadas oficinas de capacitação para os membros do movimento e formação específica para os conselheiros municipais. Além disso, foi criado um fundo de apoio ao movimento, a fim de fomentar sua autonomia.

Em Lucas do Rio Verde e Querência, 2017 foi o segundo ano de atuação do projeto, que conseguiu formar grupos de interesse em temáticas relevantes para os municípios, tais como assistência social, educação e agricultura, e elaborar uma agenda de desenvolvimento local.

Em 2018, o Projeto Potencializa será mantido nas cidades de Querência, Lucas do Rio Verde e Campo Novo do Parecis, e terá início na cidade de Porto Velho.

Transformar

Desde 2015, a Fundação André e Lucia Maggi realiza o Projeto Transformar, que promove capacitações virtuais on-line e assessorias individuais gratuitas para organizações sociais e/ou iniciativas nos municípios de atuação da AMAGGI, a fim de fortalecer sua gestão de projetos de impacto social.

 Em 2017 foram realizadas Rodas de Conversas, encontros dedicados a discutir os cenários do terceiro setor e divulgar as inscrições do Projeto Transformar. Elas foram realizadas nas cidades de Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT), Confresa (MT), Sapezal (MT), Sinop (MT), Itacoatiara (AM) e Porto Velho (RO).

Em 2017, o projeto alcançou importante resultados:

  • 26 municípios participantes (em 2016 foram 16 municípios participantes);
  • 50 organizações sociais envolvidas (em 2016 foram 38 organizações);
  • 18 horas de capacitações on-line, 12 e-books e 12 vídeos curtos sobre temas ligados à gestão de projetos sociais;
  • 117 horas de assessorias individuais realizadas;
  • 15 Dias D Transformar realizados pelas organizações (o Dia D é um evento dedicado à divulgação do projeto a parceiros e outras organizações).

Em 2017, além das capacitações, a Fundação André e Lucia Maggi realizou entrevistas com as organizações concluintes para saber se o objetivo de fortalecer sua gestão e iniciativas sociais foi alcançado. O resultado apurado foi que 75% delas passaram por processos de transformação organizacional e melhorias de processo relevantes. Participaram da pesquisa 50% das organizações inscritas.

Casa Maggica

O Projeto Casa Maggica foi criado em 2009, com o objetivo de contribuir para a educação cidadã, atuando no contraturno escolar por meio da arte-educação e de práticas integradoras. As ações são voltadas para escolas parceiras e comunidade, no município mato-grossense de Rondonópolis.

Em 2017, o projeto teve bons resultados. Foram matriculadas 240 crianças e adolescentes, oriundos de 38 escolas públicas, com um índice de desistência de 27%. As famílias participaram de forma efetiva, com uma média de 80% de presença nas ações planejadas. O plano de articulação entre a Fundação André e Lucia Maggi e as escolas parceiras foi integralmente executado, resultando na continuidade da parceria para 2018.

Quanto ao desenvolvimento das crianças e adolescentes atendidos, esses jovens perceberam melhorias nas atitudes e comportamentos. Já para as escolas, o principal ganho foi a melhoria no desenvolvimento de habilidades.

Em 2018 o projeto será ampliado para Cuiabá, onde atenderá inicialmente 300 crianças e adolescentes, prioritariamente estudantes entre 11 e 16 anos matriculados na rede pública de ensino e em situação de alta vulnerabilidade social.

Centro Cultural Velha Serpa

Localizado em Itacoatiara (AM), o Centro Cultural Velha Serpa é um espaço dedicado ao desenvolvimento de atividades culturais e educativas. As atividades oferecidas são gratuitas e organizadas a partir da publicação de editais de chamamento público e de ocupação.

Em 2017, a Fundação André e Lucia Maggi recebeu 10 propostas de trabalho para o Centro Cultural, que foram analisadas por um comitê formado por membros da própria Fundação e da Secretaria Municipal de Cultura de Itacoatiara, com a seleção de 5 delas: 3 oficinas temáticas e 2 espetáculos, com um público de 500 participantes.

Por meio do Centro Cultural Velha Serpa, é desenvolvido o Projeto Cultura na Escola, que conta com a parceria de escolas da rede pública na realização de oficinas e atividades culturais para os alunos, estimulando assim a preservação do patrimônio cultural de Itacoatiara. Em 2017, foram 6 escolas parceiras, que tiveram 180 estudantes participando de 9 oficinas, e outros 712 estudantes participando da atividade final do projeto.

Além disso, o Centro Cultural Velha Serpa atua por meio de cedência de espaço, tendo realizado 18 delas em 2017, segundo critérios estabelecidos em edital. As atividades realizadas foram principalmente de educação e cultura, alcançando 4.108 participantes.

No total, os eventos realizados pelo Centro Cultural Velha Serpa em 2017 contaram com a participação de mais de 7 mil pessoas.

Prêmio Fundação André e Lucia Maggi

Criado em 2016, o Prêmio Fundação André e Lucia Maggi busca reconhecer organizações sociais que contribuem para o desenvolvimento local sustentável nos municípios onde a AMAGGI atua.

Em 2017, o número de instituições inscritas foi superior ao do ano anterior, pois o processo de inscrição, que se restringia ao estado de Mato Grosso, foi ampliado para todas as cidades de atuação da AMAGGI. Assim, houve um maior número de concorrentes e de ganhadores, oriundos dos estados de Rondônia, Goiás, Paraná, Amazonas, além de Mato Grosso.

Em 2017, a Fundação realizou visita técnica às instituições premiadas em 2016, além da Semana de Imersão, que consiste em uma capacitação aos premiados sobre temáticas que possam contribuir para ampliar seu impacto social, com a elaboração do plano de utilização do recurso do prêmio. Após o recebimento do incentivo financeiro, foram realizadas mentorias virtuais junto às instituições premiadas, para orientações gerais e visita de verificação de uso do recurso financeiro.

Investimentos em Infraestrutura e Serviços em 2017
Em 2017, a Fundação André e Lucia Maggi fez alguns investimentos14 em infraestrutura e serviços nas regiões onde atua.
  • Construção da sede da Escola Estadual Argeu Augusto de Moraes, localizada na Fazenda Itamarati, em Campo Novo do Parecis, para ampliar sua estrutura, que atende as crianças e adolescentes residentes na fazenda e região. A obra iniciou em 2015 e foi entregue em abril de 2017, totalizando um investimento de R$ R$ 2.912.713,98.
  • Aquisição de mobiliário para a Escola Tanguro, localizada na Fazenda Tanguro, em Querência, com investimento de R$ 89.768,60 em 2017.
  • Investimentos em infraestrutura para a instalação do Projeto Casa Maggica Cuiabá, que será inaugurada em 2018, com investimento, em 2017, de R$ 288.756,36.

14 – Todos os investimentos realizados são de caráter comercial, uma vez que a Fundação realizou diretamente a contratação de serviços, materiais, equipamentos, e demais modalidades para a realização dos investimentos.

PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS REALIZADOS PELA AMAGGI

Para além da atuação da FALM, a AMAGGI, por meio da sua área de Sustentabilidade Corporativa, implementou em 2017 algumas iniciativas socioambientais que visam um maior engajamento das suas unidades e da população local na prevenção e mitigação de riscos e impactos socioambientais.

Programa de Educação Socioambiental

Em 2017 a AMAGGI iniciou o Programa de Educação Socioambiental (PESA) junto aos moradores da Vila Itanorte, na Fazenda Itamarati, no município de Campo Novo do Parecis, Mato Grosso. Dedicado à conscientização socioambiental, principalmente sobre a importância da coleta seletiva, ele procura produzir uma mudança de comportamento e permitir a apropriação de valores da sustentabilidade.

O programa teve início com a realização de um diagnóstico socioambiental, envolvendo cerca de 200 moradores Vila Itanorte. Em seguida, foram realizadas reuniões de alinhamento com as lideranças comunitárias, instalação de kits de coleta seletiva para atender todas as casas do bairro e distribuição de materiais de conscientização socioambiental, entregues a toda a comunidade no dia do lançamento do programa.

Em 2018, a AMAGGI manterá o programa, por meio de ações de educação socioambiental junto às escolas locais e oficinas de sustentabilidade para a população.

Programa Logística Responsável

A AMAGGI sabe da importância dos caminhoneiros para o conjunto de sua atividade logística, e atua para oferecer cada vez mais conforto e segurança a esse público. Em 2017, após a realização de melhorias estruturais em suas unidades – como disponibilidade de banheiros, construção de áreas cobertas, entre outros –, a companhia registrou uma redução de cerca de 80% das reclamações oriundas desse público. Além disso, embora no último ano a companhia tenha optado por não realizar ações em campo com os caminhoneiros, foi possível observar no período os reflexos positivos das ações de conscientização realizadas em 2016. Para 2018, a área de Sustentabilidade, em parceria com a Engenharia Financeira, Logística e Operações e Segurança Corporativa, pretende continuar as ações de engajamento com os caminhoneiros, além de estender essas iniciativas para seus profissionais Aquaviários. O Programa Caminhoneiro Responsável, passa a se chamar Programa Logística Responsável, e prevê o engajamento desse público em ações voltadas à prevenção de acidentes e redução de sinistros, ao aumento do bem-estar no trabalho e o combate da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias e hidrovias.

Programa de Comunicação e Transparência

Ainda em 2017, a AMAGGI estruturou seu Programa de Comunicação e Transparência, voltado para as comunidades e outras partes interessadas locais. Seu objetivo principal é construir e manter o diálogo e o bom relacionamento com seus públicos de interesse sobre questões e temas socioambientais, promovendo maior transparência a respeito das atividades e operações da companhia nos municípios onde opera. As primeiras ações do programa, incluindo a criação da identidade visual do Programa, estão previstas para 2018.