Geografia da Soja

As práticas de sustentabilidade, questões ambientais, trabalhistas e sociais devem ser também preocupação de todos aqueles que integram a cadeia produtiva. Para o Grupo André Maggi, os fornecedores são estratégicos e essenciais para a evolução dos negócios e, por isso devem estar alinhados aos princípios e valores do Grupo. O desafio do Grupo é mobilizar e comprometer essa cadeia.

O programa de qualificação da cadeia de fornecimento de soja do Grupo André Maggi busca promover a produção agrícola responsável, estimulando os produtores a manejarem suas lavouras a partir dos conceitos de boas práticas agrícolas e de sustentabilidade como referência. O objetivo é interagir com os produtores, cuja produção é comercializada pelo Grupo, induzindo uma melhoria gradativa nos níveis de enquadramento legal e nos padrões de desempenho socioambiental.

O programa apóia-se nas seguintes diretrizes estratégicas:

  • Veto à utilização de trabalho degradante
  • Veto à utilização de trabalho infantil
  • Compromisso de não interferência com áreas indígenas
  • Compromisso de não interferência com Unidades de Conservação
  • Compromisso de não produzir em áreas embargadas (SEMA/MT e IBAMA)
  • Compromisso de não produzir em áreas desmatadas após Julho/2006 no bioma amazônico (Moratória da Soja)

Os produtores que recebem apoio financeiro da empresa são avaliados e as informações socioambientais das propriedades são integradas ao cadastro de produtores no nosso sistema de informações. A avaliação das propriedades é composta de duas fases:

  • CADASTRAMENTO SOCIOAMBIENTAL – Consiste na coleta de informações e dados da propriedade, das práticas de conservação do solo e da água, da tecnologia agrícola empregada, da gestão social, da segurança do trabalho, das áreas de proteção ambiental, da infraestrutura da propriedade e da conformidade legal.
  • VISITA SOCIOAMBIENTAL – Consiste na verificação in-loco das condições e práticas acima.

Origem da SojaA área de Sustentabilidade / Meio Ambiente participa da estratégia de aprovação dos créditos, possuindo poder de veto na negociação. Para tanto, baseia-se nas informações do cadastramento e da visita para fundamentar sua decisão. Na safra 2009/10, 755 propriedades foram avaliadas. Dessas, 753 foram aprovadas e duas reprovadas.

Visando contribuir para uma melhoria contínua, o Grupo André Maggi desenvolve adicionalmente atividades de conscientização e treinamento ambiental dos produtores e fornecedores, por meio da divulgação de documentos técnicos, aplicação de treinamento prático, entre outros.

Com base nos dados obtidos nas avaliações das propriedades pré-financiadas são elaboradas recomendações ambientais apontando os passivos ambientais identificados e aconselhando a mitigação deles. Essas recomendações são fornecidas ao produtor na ocasião da aprovação da proposta de crédito e assinatura da Cédula do Produtor Rural (CPR). Nas avaliações anuais, é verificado o grau de atendimento às recomendações ambientais feitas no ano anterior.

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA CADEIA PRODUTIVA – Os dados coletados nas avaliações anuais permitem ao Grupo André Maggi avaliar o desempenho socioambiental da cadeia de fornecimento pelo acompanhamento de uma série de indicadores ambientais. O número de propriedades avaliadas na safra 2009/2010 foi de 753, que somam 1.133.685 hectares, dos quais 596.482 hectares ou 52,6% foram cultivados com soja. O bioma cerrado concentra 62,55% dessas propriedades e representa 78,09% da área cultivada com soja. O bioma Amazônico (incluindo área de transição) possui 37,45% das propriedades e 21,91% da área cultivada com a leguminosa.

TAMANHO MÉDIO DAS PROPRIEDADES – CLASSIFICAÇÃO DO INCRA (MT)

Classificação INCRA MT


Cadeia produtiva em números (Safra 2009/10):

  • 753 propriedades avaliadas na safra 2009/2010
  • 52,6% de uma área de 1.133.685 hectares foram cultivados com soja
  • 62,55% dessas propriedades estão no bioma Cerrado
  • 77% dos produtores utilizaram o plantio direto em 2009
  • 98% das propriedades utilizaram a tríplice lavagem de agrotóxicos e a devolução nas centrais de recebimentos.

O plantio direto é uma prática agrícola que traz uma série de benefícios, como: a redução da degradação e do empobrecimento do solo, a redução no consumo de óleo diesel, o melhor armazenamento da água no solo, a redução da erosão e, por consequência, a redução do assoreamento dos rios.

A utilização do fogo é a prática agrícola mais antiga e barata para a limpeza de áreas de cultivo, porém empobrece o solo, consome seus nutrientes e elimina a matéria orgânica.

A tríplice lavagem das embalagens de agrotóxicos e sua devolução nas centrais de recebimento para reciclagem é importante prática para prevenir a contaminação do solo e dos mananciais.

A correta utilização dos agrotóxicos envolve a correta escolha do produto, do momento e forma de aplicação considerando fatores climáticos, equipamentos e nível de ataque de pragas e doenças. Para isso, é fundamental o monitoramento profissional da lavoura.

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